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POJUCA/BAHIA

História de Pojuca

 

O Município de Pojuca, de acordo com a Divisão Territorial do Estado da Bahia itinerante a Lei nº 12.057/2011, pertence ao território Litoral Norte e Agreste Baiano e localiza-se a 67 km da capital do Estado da Bahia, Salvador, tão logo, fazendo parte da Região Metropolitana desta.

 

A história político-administrativa divide-se em duas partes que expressam as nomenclaturas: Nova e Velha história. Contudo, é importante situar cronologicamente que o município foi instituído mediante a Lei Estadual nº 979, de 29 de julho de 1913. Para tanto, tem-se:

Velha História

 

Com a chegada de Tomé de Sousa, no ano de 1549, pisou as terras baianas o intrépido bandeirante Garcia D´Ávila, estabelecendo-se nas terras onde está situado o atual município de Pojuca e partiu para o desenvolvimento de densa floresta; contribuindo para o povoamento da região, posteriormente, introduziu-se Mata de São João, onde se edificou o castelo da torre. Data de 1612 o movimento colonizador, verificando nas terras marginais dos rios Pojuca, Jacuípe e Joanes, que se atraíram pela sua fertilidade, diversos colonos, os quais ali se fixaram, fazendo erguer-se das matas incultas, pequenas comunidades.

 

A primeira povoação surgida no território do atual município de Pojuca data de 1684, quando se fixaram às margens do Rio Pojuca, as famílias Freire de Carvalho, Veloso e Saraiva, que fizeram construir moradias e engenhos, atraindo para o desenvolvimento da nascente diversos colonos.

 

Com o decorrer do tempo, foram surgindo as primeiras casas e as principais ruas, conhecendo a povoação apreciável progresso, uma consequência lógica do seu aumento populacional.

 

O Distrito criado pela Lei Municipal de 5 de setembro de 1892, figura na divisão administrativa do Brasil, relativa a 1011 com o componente do município Sant'Ana do Catu.

 

Em virtude da Lei Estadual N° 979 de 29 de julho de 1913, criou-se o município de Pojuca, com o território desmembrado de Sant ´Ana do Catu (atual Catu), começando a chamar-se assim a partir de 26 de outubro de 1913.

 

Na divisão administrativa do Brasil, concernente a 1933, o município de Pojuca apresenta-se subdividido em dois distritos, o da sede e o do Miranga, mantendo-se essa formação distrital nas divisões territoriais datadas de 31 de dezembro de 1937, como também no quadro anexo de decreto Lei N° 10724 de 30 de março de 1939.

 

O termo Pojuca, segundo Teodoro Sampaio, é corruptela de iapó-iuca, que significa o pântano, o estagnado, o podre; para os naturais é usado o gentílico “pojuquense” ou “pojucano”.

 

O rio Pojuca banha todo o município de oeste para leste, num percurso de 60 Km aproximadamente e a cidade encontra-se edificada a sua margem esquerda, originando-se daí o seu topônimo.

Nova História

 

Primeiras Famílias e formação da sociedade

As primeiras famílias a se fixarem e produzirem cana-de-açúcar, principal sustento da economia colonial, foram Ferreira Veloso, Freire de Carvalho, Sepúlveda, Vasconcelos e Saraiva, juntamente com outros proprietários. De acordo com Sant’Ana (1978), um dos primeiros migrantes que contribuiu para o crescimento do arraial de Pojuca foi Vicente Ferreira Sant’Ana. Dentre os seus 17 filhos, um se tornaria intendente do município: Raimundo Ferreira de Sant’Ana. Entre vários netos, um se revelaria como escritor: José Lemos de Sant’Ana – que retratou parte da história de Pojuca nos livros intitulados “Bambangas”.

 

O reverendo Felipe de Barbosa da Cunha, em citação de Rêgo (1997), enviou ao Rei de Portugal, em 1757, um relatório descrevendo os engenhos que existiam:

 

Há nesta freguesia oito engenhos de fazer açúcar, a saber: Laranjeiras, da Pojuca, do Retiro, da Água Boa, Pimentel, Laranjeiras Nova, Rapassu, Terra Nova e das Religiosas de Nossa Senhora do Carmo. Distam um do outro entre uma a duas léguas. Esses engenhos são as maiores povoações de que compõem essa freguesia porque além de serem os seus senhores, pessoas distintas, trabalhavam nessa oficina grande quantidade de escravos e muitos homens forros, havendo também muitos lavradores de cana que plantam para moerem nos ditos engenhos, dando-lhes a meação do açúcar como é estilo vivendo estes nas suas fazendas.

Formação Comercial

Segundo Rêgo (1997), no inicio do século XVII, as terras pertenciam a Francisco de Sá, filho do terceiro Governador Geral do Brasil, Mem de Sá. Após a morte de Francisco, sua irmã, D. Filipa de Sá, vendeu e doou várias partes da propriedade, ocorrendo assim a fixação de pequenos proprietários nas margens do Rio Pojuca, atraídos pela fertilidade do solo, de 1602 a 1684. O local recebeu o nome de “passagem” por servir de apoio para tropas e boiadas. Aos sábados, formava-se uma feira, onde foi construída uma capela dedicada ao Bom Jesus da Passagem e o arraial foi se formando.

 

Rêgo (1997) cita Durval de Aguiar, coronel da polícia baiana, que ao percorrer o interior da Bahia, em 1888, descreveu algumas características sócio-econômicas do Município de Catu, comparando-as com o arraial de Pojuca:

 

O importante Arraial de Pojuca, junto ao rio do mesmo nome, possui 4.197 habitantes, que é em tudo superior e mais aprazível do que a Vila, onde a exceção dos dias da insignificante feira vive-se em perfeito deserto; por falta de recursos não tem podido ajudar a Vila, nem elevá-la da decadência física e moral em que se acha. O comércio é insignificante porque divide as forças com o aprazível Arraial de Pojuca, onde existe uma estação férrea e também serve de entroncamento à rede telegráfica terrestre desta província; pelo que estás em comunicação direta com a Corte, ficando acima do povoado na distância de 3 quilômetros e 11 a quem da Vila de Catu, a célebre Fábrica Central, açucareira pertencente a uma associação particular de abastados lavradores. Possui o Arraial 2 (duas) escolas com 70 alunos matriculados.

 

O franco desenvolvimento de Pojuca, a falta de interesse e de verbas do Conselho Municipal de Catu para a manutenção das estradas que davam acesso a Pojuca, levou moradores a pensar em emancipação. Assim, tendo a frente o Coronel Carlos Pinto, forte comerciante e político influente, apoiado por outros cidadãos, a mobilização foi iniciada e recebeu reforço político quando o candidato ao Governo do Estado, Seabra, em passagem por Pojuca, no ano de 1909, prometeu conceder autonomia política ao município, se eleito. Seabra se elegeu e assinou o decreto de emancipação em 29 de julho de 1913. Em 07 de setembro do mesmo ano ocorreu a eleição do intendente Carlos Pinto e dos membros do Conselho Municipal, ratificando assim a emancipação de Pojuca.

 

 Significado do nome da cidade

A palavra Pojuca pertence legado da cultura indígena. Em Tupi, “Yapo-Yuca” constitui o significado: o riacho, o brejo. Segundo Teodoro Sampaio, o termo significa pântano, mas todas as denominações são, portanto, relacionadas ao rio. Quando o termo é analisado em disparidade, tem-se, em Nicolai (2006) do Guarani, y – água, yapo - barro e yuca (mani’o) - mandioca, termos relativos à cultura da cidade.

 

Frente aos ordenantes da identidade cultural a água do rio e o massapê utilizado inicialmente entre os índios e depois por toda a população, para produzir objetos de cerâmica, e a mandioca, matéria-prima da farinha, produto comercial de grande importância desde o período colonial até hoje.  Mediante a etimologia, e aos contextos que permitem o entendimento da propriedade fértil do solo pojucano, em simbiose, sugere-se que Pojuca, em análise semiótica e todo o percurso gerativo de significação venha sugerir como parâmetro geográfico geral o juízo interpretativo de: Solo Fértil entre Rios.

POJUCA ANTIGA

POJUCA ATUAL

© 2014 por ESPAÇO CULTURAL NILSON MENDES.

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